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Valorização dos Recursos Endógenos do Douro

[caption id="attachment_1391" align="alignleft" width="300"]Por António Fontainhas Fernandes, Reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) Por António Fontainhas Fernandes, Reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)[/caption] Numa altura em que se desenha o programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE) destinado a estimular os atores económicos e melhorar a competitividade territorial dos territórios de baixa densidade, importa olhar para alguns indicadores, caso das projeções sobre o mercado de trabalho na União Europeia até 2025. O estudo “Panorama das Qualificações” desenvolvido pelo Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Vocacional que trabalha para a Comissão Europeia projeta os mercados de trabalho dos países da União Europeia, mostra para Portugal um cenário diferente de outros países da Europa. Este estudo revela que 26% das oportunidades de emprego em Portugal se concentram no sector agroalimentar. Por sua vez, as preferências europeias sugerem que as vocações de elevado nível em ciência, as engenharias de cuidados de saúde e de negócio representam 24% das oportunidades, enquanto em Portugal assumem cerca de 14%. É consensual que as desejáveis mudanças de Portugal para uma economia mais intensiva em conhecimento e a melhoria em termos de qualificações, também exigem novas políticas de I&D ao nível do sector primário. A agenda do conhecimento e da inovação deve, obrigatoriamente, ser amplificada ao Douro. É crucial apostar em linhas de investigação e programas de formação focalizados nas fileiras estratégicas e em áreas ligadas aos recursos endógenos do território. De igual modo, importa estabelecer compromissos em contextos de uma economia de bens transacionáveis, articulando o ensino, a produção e a disseminação do conhecimento na cadeia do valor das fileiras, definidas como prioritárias para o território. A estratégia de eficiência coletiva PROVERE para o Douro deve atender a estes indicadores e envolver uma nova classe empreendedora jovem, com competências e formação, de dimensão internacional, que tem apostado na qualidade, na diferenciação e em conhecidas práticas de sustentabilidade ambiental no sector agroalimentar. Em síntese, importa assumir uma estratégia de especialização inteligente, geradora de efeitos económicos no curto médio prazo, visando promover o crescimento económico e a competitividade do Douro.

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