Opinião

Três cidades, um Eixo Urbano

[caption id="attachment_2608" align="alignleft" width="300"]Por Ricardo Magalhães, Vice-Presidente da CCDR-N Por Ricardo Magalhães, Vice-Presidente da CCDR-N[/caption] São muitas as potencialidades de desenvolvimento que existem num território como o Alto Douro Vinhateiro e todas elas têm um denominador comum: a cooperação entre as instituições e as pessoas deste território. Juntos contribuiremos para uma melhor promoção e crescimento da paisagem classificada pela UNESCO de Património Mundial. Com efeito, poucas imagens haverá tão impressivas como as do Douro, e uma imagem vale sempre mais do que mil palavras. Um dos pontos de partida deste desenvolvimento passará necessariamente pela aposta no eixo urbano composto pelas cidades de Vila Real, Peso da Régua e Lamego. Ainda que se distingam com identidades próprias, estas cidades do coração do Douro estão interligadas por relações institucionais, sociais, económicas e culturais que não devemos descurar. Antes pelo contrário. Compete-nos, pois, no futuro, porque não potenciar as três cidades num só eixo urbano. Dir-se-ia que esse eixo será, em particular, uma coluna vertebral da região interior. Não falo de todo de uma ideia nova e genial. O conceito há muito que é defendido e já na década de 90 Luís Valente de Oliveira, então Ministro do Planeamento e da Administração do Território, defendia a constituição deste Eixo Urbano. De lá até aos dias de hoje muitos passos foram dados para concretizar este conceito e a associação Douro Alliance é, por exemplo, uma prova de que o Eixo Urbano não ficou de todo adormecido. Ainda que seja obrigatório espevitá-lo mais, investindo na cooperação entre as instituições e as pessoas do Douro. Estamos a “falar” do sistema urbano, que é uma rede indispensável de suporte do território. Para que Vila Real, Peso da Régua e Lamego se tornem mais competitivos, a região terá de se afirmar pela escala, pela coesão que demonstra, pela mobilidade que evidencia. Mas esse “Eixo” é, também, um capilar por onde circulam milhares de turistas que desembarcam na Régua a pernoitar nas cidades vizinhas e por onde passam os milhares de estudantes que escolhem a meritória Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Estamos, pois, perante um fator de atratividade que é preciso estimular, para que não vegete mais uns anos no marasmo. É forçoso qualificar tendo em vista a ligação à Europa de pessoas, bens e informação. Pelo Douro! PS: Em nome da nova Presidência da CCDR-N, muito agradeço o convite endereçado pelo Viva Douro para ocupar a página de artigos de opinião deste jornal local. Congratulamo-nos, naturalmente, com a existência de um jornal que se compromete em cobrir as notícias de todos os municípios da NUT III Douro.

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