Opinião

Taxa Turística no Douro!

Para apoiar os mais idosos e promover o empreendedorismo jovem!

Alguns territórios usam este mecanismo para promover equilíbrio e redistribuição de recursos. Um mecanismo para se obterem, de forma mais óbvia e direta, receitas provenientes do turismo e se possam usar a favor dos residentes.

O turismo é uma atividade humana que se apoia em equipamentos hoteleiros. Os turistas fazem opções em função da atratividade dos territórios. Pelas suas riquezas paisagísticas, históricas, gastronómicas etc.

Mas, o que faz os territórios verdadeiramente atrativos são as pessoas que neles vivem.

O Douro é tudo o que lhe conhecemos mas é fundamentalmente pessoas. E é dessas que precisamos cuidar.

Por isso, é chegada a hora de aplicar uma taxa turística no Douro!

Para se fazer dessa taxa um instrumento financeiro de apoio à pessoas mais desfavorecidas e para se promover o empreendedorismo jovem.

Este apoio poderia ser canalizado através das instituições que apoiam as pessoas. Particularmente as Pessoas idosas.

Pode, também, instituir-se um Fundo para a criação de novos negócios por jovens que pretendam iniciar atividade profissional no Douro. Dar oportunidades aos jovens neste território em desertificação, é oxigénio para quem está em agonia respiratória.

Queremos um Douro cheio de glamour, um Douro de encanto!

Mas um Douro também para as pessoas que cá vivem. Um Douro de Oportunidades e inclusivo. Um Douro que não deixe ninguém para trás. Um Douro vivo!

Proponho, assim, que todos os 19 concelhos da CIM Douro-Comunidade Intermunicipal do Douro, aprovem a taxa turística de 2 euros.

Os fundos obtidos pela aplicação da taxa turística em todos os 19 municípios, para que tivesse impacto, seria gerido, assente no principio da equidade e solidariedade territorial, pela CIM Douro. Estaríamos a falar de valores consideráveis para a região, mas que não oneravam de forma minimamente significativa quem procura o Douro e não criava qualquer problema de competitividade às unidades hoteleiras aqui instaladas. Algumas delas, eventualmente uma grande parte, nem domicilio fiscal têm por cá. Incluiria aqui, se exequível, as dormidas em barcos ancorados ou a circular na região.

Do turismo fica cá pouco, queremos que fique mais.

Um Grande Douro, para todos!

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