Pipadouro II regressa ao Douro após mais de seis meses de restauro, numa nova fase de crescimento da empresa de turismo fluvial de luxo
O Pipadouro II, iate português construído em 1965, está de regresso ao rio Douro depois de mais de seis meses de trabalhos de restauro, conservação e melhoria. A intervenção permitiu recuperar uma embarcação com mais de seis décadas de história, preservando a sua identidade original e adaptando-a às atuais exigências de segurança, conforto e serviço a bordo.
Construído integralmente em madeira nos estaleiros João Brites, em Lisboa, a partir de desenhos da norte-americana Chris-Craft, o Pipadouro II tem 30 pés de comprimento e capacidade para 12 passageiros, além da tripulação. A embarcação foi inicialmente propriedade de uma família portuguesa, que a utilizava como barco de recreio no estuário do Tejo.
Em 1987, o iate foi restaurado por uma empresa do setor do gás, passando a ser utilizado no transporte de clientes e administradores. Vinte anos depois, em 2007, foi adquirido pela Pipadouro – Vintage Wine Travel, entrando na operação da empresa no Douro, a partir do Pinhão.
A intervenção agora concluída teve como principal preocupação preservar as características que fazem do Pipadouro II uma embarcação histórica, sem abdicar da melhoria das condições de utilização. Os trabalhos abrangeram o casco e a estrutura, a renovação das madeiras e acabamentos, os sistemas de governo e a estabilidade, bem como diferentes componentes relacionados com a segurança e o conforto.
Também o interior da embarcação foi alvo de uma intervenção cuidada, com trabalhos de lixagem, decapagem e novo envernizamento de toda a madeira. Uma das alterações passou pela transformação de uma área anteriormente ocupada por um sofá numa zona de apoio ao serviço de bordo, aumentando a capacidade de arrumação e criando uma superfície de trabalho para a preparação e serviço das experiências gastronómicas.
“Trabalhar com uma embarcação de 1965 implica perceber que existe uma identidade que temos a responsabilidade de preservar. O desafio foi manter aquilo que faz do Pipadouro II um clássico e, ao mesmo tempo, melhorar tudo aquilo que nos permite prestar hoje um serviço melhor a bordo”, explica Ana Clara Silva, diretora-geral da Pipadouro.
Com o restauro concluído, o Pipadouro II volta a integrar todos os programas da empresa, assumindo particular importância nas experiências privadas e tailor-made. Entre as propostas disponíveis está o Um Dia no Douro, um dos programas mais procurados da empresa, que combina a navegação no rio com visitas, vinho e experiências gastronómicas em algumas das principais quintas da região.
O regresso do iate acontece num momento de expansão da Pipadouro. Em 2026, a empresa reforçou a sua frota com a Alma, embarcação vintage construída em Inglaterra em 1964, que se juntou ao Friendship I, de 1957, e ao Pipadouro II. A entrada da nova embarcação permitiu aumentar a capacidade de resposta aos segmentos premium e ultra premium e alargar a operação ao Porto e Vila Nova de Gaia, com programas a partir do Cais da Afurada.
“Há uma coerência entre o investimento na Alma e a recuperação do Pipadouro II. São embarcações com dimensões e características distintas, mas ambas traduzem a nossa vontade de crescer mantendo aquilo que torna a Pipadouro diferente: a autenticidade das embarcações, a história e a capacidade de criar experiências muito personalizadas”, acrescenta Ana Clara Silva.
Fundada em 2007, a Pipadouro foi pioneira na introdução do conceito de Vintage Wine Travel no Douro. Atualmente, a empresa opera uma frota de três embarcações vintage — Friendship I, Pipadouro II e Alma — e desenvolve experiências privadas que cruzam navegação, vinho, gastronomia e descoberta do território.