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“Perguntem a Sarah Gross” nomeado para o Prémio Autores

[caption id="attachment_1891" align="alignleft" width="226"]João Pinto Coelho | Foto: Direitos Reservados João Pinto Coelho | Foto: Direitos Reservados[/caption] João Pinto Coelho, residente em Murça, nasceu em Londres e formou-se em arquitetura em 1992. “Perguntem a Sarah Gross” é o primeiro romance do autor e está nomeado para o Prémio Autores 2016, na categoria de melhor livro de ficção narrativa. O resultado será conhecido no próximo dia 22. A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) representa os autores portugueses de todas as disciplinas literárias e artísticas, que nela estejam inscritos, promovendo uma gala anual de atribuição de prémios, tentando assim “incentivar e estimular a criatividade dos autores portugueses”. Em conversa com o VivaDouro, João Pinto Coelho contou que a ideia do romance surgiu “numa pequena cidade do sul da Polónia chamada Oswiecim, enquanto passeava pelas suas ruas há meia-dúzia de anos”, acrescentando que a cidade polaca é conhecida por um “nome alternativo e tristemente célebre, Auschwitz”, um dos cenários centrais da narrativa. Para o autor, escrever um romance sobre Auschwitz é ter a noção de que a “responsabilidade espreita à sombra de cada palavra”. “Não se trata de uma mensagem, mas uma determinação imposta pela memória de todos o atores e factos do Holocausto”, sublinhou. Em relação à nomeação da SPA para melhor livro de ficção narrativa, João Pinto Coelho revelou que foi uma surpresa, contudo o escritor frisou que não era uma expectativa no seu percurso profissional, “é ótimo, mas não vale a pena viver com essa obsessão”. “Acredito que o poder da história que é contada, baseada na vida e sofrimento dos judeus antes, durante e após a Shoah, possa ter constituído um elemento diferenciador. Sabemos que não é um tema frequente na ficção literária portuguesa”, realçou o autor, quando questionado acerca da temática da obra. Passaram dez meses desde a publicação do livro “Perguntem a Sarah Gross” e, depois da terceira edição e de cerca de quarenta ações de divulgação em torno da obra, João Pinto Coelho sublinha que o feedback tem sido “excecional e surpreendente”. A cerimónia de entrega do Prémio Autores 2016 terá lugar dia 22 de março, no Teatro D. Maria II, em Lisboa. No que diz respeito ao resultado da nomeação de melhor livro de ficção narrativa, o escritor revela que não é uma preocupação, “o mais significativo foi ver o meu primeiro romance nomeado entre as obras de autores consagrados”.  

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