Há um quarto de século, a Gresdemo dava os primeiros passos em Moimenta da Beira. Hoje, sob a marca Macodemo – Grupo Gresdemo, conta com 16 colaboradores, uma presença consolidada na região e uma oferta que acompanha profissionais e particulares, da escolha dos materiais à obra. No ano em que assinala 25 anos, Nuno Nascimento, sócio-gerente da Gresdemo, recorda o percurso construído, os desafios superados e os valores que permanecem desde o primeiro dia, sem perder de vista aquilo que ainda está por construir.
Como nasceu a empresa e como foram os primeiros passos deste projeto?
Em 1996, o sócio fundador Nelson Oliveira Gomes abriu, juntamente comigo, um espaço comercial em São João da Pesqueira, onde fui seu funcionário durante 6 anos. Foi aí que adquirimos experiência e conhecimento do setor e daí surgiu o desafio de criarmos uma nova empresa, de forma inovadora, na Zona Industrial de Moimenta da Beira. Foi assim que começou este projeto, que fomos fazendo crescer e consolidando ao longo dos anos.
Ao longo destes 25 anos, quais foram as principais evoluções da empresa?
A evolução aconteceu a vários níveis. Começámos com 2 funcionários e hoje somos 16. No fundo, somos 16 famílias a trabalhar na empresa, e isso é talvez uma das formas mais claras de perceber o crescimento que tivemos.
Houve também uma grande evolução nos produtos, nomeadamente nos cerâmicos, nas suas dimensões e nas soluções disponíveis. A própria equipa evoluiu e hoje está mais preparada para responder às exigências do mercado. Temos instalações modernas e fomos também alargando a nossa área de atuação, conseguindo afirmar a empresa a nível regional.
Quais foram os momentos mais importantes no crescimento da empresa?
Destacaria três momentos. Em 2019, a integração do espaço comercial Macodemo; em 2021, a abertura da loja de tintas em Lamego; e, em 2023, a decisão de concentramos toda a atividade comercial ligada aos materiais de construção no atual espaço da Macodemo.
Foram decisões importantes para o crescimento e para a consolidação da empresa tal como a conhecemos hoje.
Ao longo deste percurso, quais foram os maiores desafios que tiveram de ultrapassar?
Um dos momentos mais difíceis foi, sem dúvida, o falecimento do sócio fundador, Nelson Oliveira Gomes. Depois, tivemos diferentes períodos particularmente exigentes para o setor, como a crise da construção em 2010, as crises financeiras, a subida das taxas de juro e as dificuldades no acesso ao crédito.
Mais recentemente, atravessámos também a pandemia e várias alterações no mercado.
Mas os desafios não aparecem apenas nos momentos de crise. Existe uma necessidade constante de nos superarmos, inovarmos e acompanharmos a concorrência e a evolução do setor. Atualmente, a dificuldade em encontrar profissionais com formação adequada é também uma realidade com a qual temos de lidar.
Atualmente, o que procura um cliente quando entra na Macodemo?
Acima de tudo, procura soluções. Podem ser para ambientes de banho, pavimentos, revestimentos ou, no dia-a-dia, para bricolage e tintas.
Mas aquilo que fazemos não termina na venda do produto. Procuramos aconselhar e acompanhar o cliente na seleção dos materiais e encontrar aquilo que melhor responde às suas necessidades.
Este acompanhamento pode continuar depois da escolha, através do apoio em obra e do serviço de transporte.
Num mercado cada vez mais competitivo, o que distingue a empresa?
Diria que o atendimento personalizado, a proximidade e o conhecimento técnico. Mais do que encontrar produtos, procuramos encontrar soluções.
Ao longo destes anos construímos uma relação de confiança com profissionais e particulares. Queremos que o cliente sinta que não está simplesmente a comprar um produto, mas que tem alguém ao seu lado para o aconselhar, ajudar a tomar decisões e acompanhar quando necessário.
A empresa tem também uma ligação muito forte ao território. Que importância tem a região no vosso crescimento?
A atividade e o crescimento da empresa estão naturalmente ligados à economia e ao desenvolvimento de Moimenta da Beira e de toda a região.
Quando falamos do Douro Sul, o desenvolvimento do território passa também pela criação de condições que permitam às pessoas viver, trabalhar e investir aqui. O crescimento de uma empresa está inevitavelmente interligado com o crescimento do mercado e da região onde está inserida. Crescemos com o território e queremos continuar a contribuir para o seu desenvolvimento.
A empresa tem recebido reconhecimento pelo seu percurso. A que atribui esses resultados?
Sem vaidade, acredito que esses reconhecimentos resultam de uma gestão rigorosa e criteriosa e das opções estratégicas que fomos tomando ao longo dos anos.
Isso reflete-se na sustentabilidade da empresa, mas também nas relações que construímos com a banca, fornecedores e clientes. São resultados que não aparecem de um dia para o outro.
São fruto de consistência, responsabilidade e confiança.
Depois de 25 anos, o que mais o orgulha neste negócio?
A sustentabilidade do negócio, sem dúvida, mas sobretudo termos conseguido preservar os valores que sempre estiveram na base da empresa: a confiança, a ética comercial, o respeito, a honestidade e a responsabilidade.
Conseguimos manter esses princípios e, ao mesmo tempo, conciliar tradição e inovação.
Orgulha-me termos clientes que estão connosco desde o início e continuarmos a criar novas relações, novos negócios e novas parceiras, tanto na área pública como privada. Para mim, essa continuidade é muito importante.
E quando olha para os próximos 25 anos, como imagina o futuro da empresa?
Penso, antes de mais, na consolidação do negócio e, quem sabe, na sua continuidade através das novas gerações.
Há novos mercados que podemos explorar e o digital abre-nos possibilidades que antes não existiam. Queremos continuar a melhorar as instalações e o showroom, nomeadamente na apresentação dos produtos cerâmicos e sanitários. A digitalização, aliada à inteligência artificial, poderá também trazer novas formas de comercializar e apresentar os nossos produtos e serviços.
Podem surgir novos serviços ou até novas áreas de negócio.
Temos de estar abertos à evolução, mas mantendo sempre os pés bem assentes no chão e preservando os nossos valores. Queremos continuar a crescer de forma sustentada e a ser uma referência na região.