João Barroso tomou posse como reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), assumindo a liderança da academia vila-realense para o mandato 2026-2030.
Na cerimónia, realizada na Aula Magna da universidade, o novo reitor traçou as linhas orientadoras para os próximos quatro anos, defendendo uma instituição mais próxima da comunidade académica, mais competitiva, inovadora e com um papel reforçado no desenvolvimento do território.
Nas declarações prestadas no final da cerimónia, João Barroso fez questão de afirmar que pretende liderar uma universidade unida, colocando a valorização das pessoas e o serviço público no centro da ação. "Quero exercer este mandato com proximidade, independência, equilíbrio institucional e sentido de serviço público. Serei Reitor de toda a UTAD".
O novo reitor assumiu o compromisso de iniciar um novo ciclo na instituição, sustentado na estabilidade e na capacidade de concretização. "Há uma determinação em servir a UTAD, a comunidade e o país", afirmou, defendendo um mandato marcado pela "estabilidade, exigência académica e, acima de tudo, resultados".
Entre as prioridades para os próximos quatro anos está a elaboração de um plano estratégico para a universidade, o reforço da qualidade do ensino, da investigação e da inovação, bem como a internacionalização da instituição. "Não queremos apenas conservar o que foi alcançado. Queremos crescer com qualidade, modernidade de organização e reforçar a presença da UTAD em Portugal, na Europa e no Mundo".
A valorização dos recursos humanos foi outro dos eixos destacados pelo novo reitor, que considera as pessoas como o principal património da academia. "A força da UTAD depende da sua capacidade de atrair, reconhecer, desenvolver e reter talento".
João Barroso defendeu ainda uma universidade cada vez mais ligada ao território e aos desafios da região, assumindo um papel ativo na criação de conhecimento e no apoio à tomada de decisão. "A UTAD deve assumir um papel ativo num território em mudança", defendendo que a instituição se afirme como um "centro de inteligência territorial, capaz de apoiar decisões, testar soluções e mobilizar conhecimento".
Entre os projetos estruturantes do novo mandato, o reitor destacou o futuro Mestrado Integrado em Medicina, considerando que poderá representar uma transformação profunda para a universidade e para toda a região. "Será um projeto capaz de transformar a UTAD, atrair talento, impulsionar a investigação e promover a inovação em saúde".
Ainda assim, fez questão de garantir que o novo curso será desenvolvido de forma integrada com o restante projeto académico. "Será um projeto de toda a UTAD, crescerá com as outras áreas e não à custa delas".
O novo Reitor reforçou também o compromisso com uma gestão rigorosa da universidade, baseada na transparência e na prestação de contas. "Faremos uma utilização rigorosa dos recursos públicos, decidiremos com transparência e prestaremos contas regularmente".
Eleito pelo Conselho Geral no final de junho, João Barroso sucede a Emídio Gomes na liderança da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, iniciando um mandato de quatro anos que pretende afirmar a UTAD como uma instituição cada vez mais relevante no panorama nacional e internacional, sem perder a ligação ao território que a viu nascer.