Peso da Régua Sociedade

Casa do Douro promove debate sobre Flavescência Dourada e Xylella fastidiosa no Douro

A Casa do Douro promoveu, no passado dia 28 de maio, um colóquio dedicado à Flavescência Dourada da videira e à bactéria Xylella fastidiosa, reunindo viticultores, associações do setor e entidades públicas no Salão Nobre da instituição, em Peso da Régua.

A iniciativa foi organizada em parceria com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e contou com a presença do presidente da Casa do Douro, Rui Paredes, do presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), Gilberto Igrejas, e da subdiretora-geral de Alimentação e Veterinária, Paula Cruz Garcia.

Segundo a Casa do Douro, o encontro resulta de um processo iniciado em junho de 2025 pela Comissão para a Reestruturação da Estação de Avisos do Douro, criada no âmbito do Conselho Regional de Viticultores. Na altura, a comissão dirigiu à DGAV um pedido formal de esclarecimento e de reforço da ação no combate à Flavescência Dourada na Região Demarcada do Douro.

De acordo com a instituição, as questões colocadas nesse documento foram abordadas durante a sessão, nomeadamente as relacionadas com a necessidade de maior informação dirigida aos viticultores, a divulgação da evolução da doença, a apresentação de resultados das medidas implementadas e o envio atempado dos avisos agrícolas.

Entre as preocupações identificadas pelos produtores destacam-se ainda a articulação dos tratamentos obrigatórios contra a Flavescência Dourada com o combate a outras pragas da vinha, bem como a disponibilização de informação mais detalhada sobre os produtos recomendados para os diferentes modos de produção.

A Flavescência Dourada é uma doença da videira transmitida por um inseto vetor identificado em Portugal em 2000. Na Região Demarcada do Douro, os tratamentos inseticidas obrigatórios tiveram início em 2011, mas muitos produtores continuam a manifestar dúvidas sobre a forma mais eficaz de contribuir para o controlo da doença.

No comunicado divulgado após o colóquio, a Casa do Douro reconhece a disponibilidade da equipa da DGAV para responder às preocupações do setor, mas considera que a eficácia do combate à doença depende também do reforço dos meios humanos e financeiros disponíveis para a atuação no terreno.

A instituição defende ainda que ações de esclarecimento deste género devem realizar-se com regularidade, idealmente todos os anos, permitindo a atualização dos dados sobre a evolução da doença, a divulgação dos resultados dos tratamentos e a adaptação das recomendações às diferentes realidades da região.

"A luta contra estas doenças só resulta se for coletiva", sublinha a Casa do Douro, que garante continuar empenhada em liderar esforços de sensibilização e coordenação entre os diversos agentes do setor.

Durante a sessão esteve também presente Dora Simões, presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV). Segundo a Casa do Douro, a responsável manifestou preocupações semelhantes às existentes na região duriense e demonstrou disponibilidade para colaborar com a DGAV na procura de soluções para um problema que considera ter dimensão nacional.

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