Entrou no setor dos seguros em 2018, vinda da Criminologia Forense, e três anos depois de assumir o seu próprio negócio olha para o percurso com orgulho, mas também com sentido de responsabilidade. Em Armamar, construiu uma carteira que ultrapassa as fronteiras do concelho e alcança clientes em todo o país e no estrangeiro, afirmando-se entre os mediadores de referência da Allianz no Centro Norte. Mais do que os resultados e reconhecimentos, aponta a proximidade, o aconselhamento e a confiança como os pilares de uma relação que quer continuar a construir.
Começou a trabalhar no setor dos seguros em 2018 e, em 2024 teve a oportunidade de adquirir uma carteira de clientes que já conhecia. Como surgiu essa oportunidade e o que a levou a dar esse passo?
Entrei no setor dos seguros em 2018, apesar de a minha formação ser em Criminologia Forense. Foi um desafio que agarrei com muito entusiasmo e, com o tempo, percebi a enorme responsabilidade que esta profissão envolve. Estamos a lidar com pessoas, com os seus bens, os seus projetos e, muitas vezes, com momentos muito fragilidade das suas vidas.
Quando surgiu a oportunidade de adquirir a carteira, eu já conhecia muito bem os clientes, as suas necessidades e a relação de confiança que tínhamos construído. Senti que podia fazer mais e, sobretudo, fazer melhor. Foi essa vontade de continuar a acompanhar os clientes de uma forma ainda mais próxima e personalizada que me levou a aceitar o desafio e a construir o meu próprio projeto.
Passar de colaboradora a proprietária mudou a sua forma de trabalhar?
Mudou sobretudo o sentido de responsabilidade. Passei a sentir que tudo dependia ainda mais de mim e que tinha de corresponder à confiança dos clientes.
Ser proprietária significa trabalhar mais, tomar decisões, gerir o negócio e, ao mesmo tempo, continuar a estar presente para os clientes. Foram três anos de muita aprendizagem, mas é um desafio que aceitei a 100%.
É Membro N1 dos mediadores de Allianz Portugal, TOP 100 de Portugal e é uma das duas representantes oficiais da Allianz no Centro Norte. O que significam estes reconhecimentos?
São reconhecimentos que me deixam naturalmente muito orgulhosa, mas que vejo sobretudo como uma responsabilidade.
Tenho uma relação de grande proximidade com a área Comercial da Allianz do Centro Norte e sinto que tenho sempre esse apoio quando preciso, o que é muito importante no meu trabalho.
Mas também faço questão de dizer que não trabalho em exclusivo para a Allianz. Enquanto mediadora, tenho a responsabilidade de procurar no meu núcleo de seguradoras a solução mais adequada para cada cliente. A escolha é sempre feita à medida da pessoa/empresa e das suas necessidades.
Trabalhar a partir de Armamar, numa região do interior, é um desafio?
É, mas também é uma característica de que gosto muito. A proximidade e a confiança fazem parte da forma como trabalho.
Hoje, felizmente, estar próximo não significa necessariamente estar fisicamente perto. Estou à distância de uma chamada e tenho clientes em todo o continente e ilhas e no estrangeiro.
Um dos desafios que continuo a sentir em Armamar mostrar que os seguros vão muito além dos obrigatórios. Muitas vezes, o cliente chega até nós pelo seguro automóvel e cabe-nos ajudá-lo a conhecer outros riscos e outras formas de se proteger.
Num mundo cada vez mais digital, continua a fazer sentido ter um mediador?
Sem dúvida. Claro que continua a existir procura pelo preço e compreendo isso. Mas eu procuro que a minha diferença esteja nas coberturas, no aconselhamento e, sobretudo, na disponibilidade quando o cliente precisa.
Um seguro pode ser contratado rapidamente online, mas quando acontece um sinistro ou surge um problema, o cliente valoriza ter alguém que conhece e em quem confia.
E há uma coisa que me dá particular satisfação: quando um cliente recomenda o meu trabalho a outra pessoa e fala do meu acompanhamento e do meu serviço, e não do preço que lhe consegui.
Para mim, é aí que está o verdadeiro valor do meu trabalho.
Ao longo destes 3 anos, como olha para a decisão de assumir o negócio e o que espera para o futuro?
Olho para a decisão com orgulho, mas também com muito realismo. Assumir o negócio significa trabalhar mais horas, ter mais responsabilidades e aceitar que há dias mais difíceis do que outros.
Tenho tido um apoio enorme da minha família, que tem sido fundamental neste percurso.
E uma das coisas que considero mais importantes no meu trabalho é também explicar que o seguro é um complemento à segurança de cada um. Não substitui as nossas responsabilidades, nem pode assumir situações que não estão contratadas.
Às vezes, a resposta que o cliente precisa de ouvir não é a que gostaria de ouvir, mas também isso faz parte de uma relação de confiança.
Para o futuro, quero continuar a crescer, mas sem perder aquilo que considero essencial: proximidade, transparência, acompanhamento e confiança. Quero que os meus clientes saibam que, quando precisarem de mim, eu estou lá.