Sociedade Vila Real

Caderno reúne 98 espécies de borboletas num universo de 130 espécies a nível nacional

Assinalando a passagem de mais um Dia Mundial do Ambiente (5 de junho), o Município de Vila Real apresentou o primeiro volume da série de cadernos de campo da biodiversidade, dedicado às borboletas de Vila Real.

O caderno de campo, concebido num formato prático para o reconhecimento do território e a identificação de espécies, reúne as 98 espécies identificadas na área do município. De destacar que o número de espécies inventariadas em Vila Real correspondem a 75% do total de espécies conhecidas no território português (130 identificadas até à data), atestando a elevada biodiversidade de Vila Real.

O Caderno de Campo resulta do programa de monitorização da biodiversidade, implementado pelos Serviços de Ambiente do Município ao longo dos últimos anos, contando com o apoio da Universidade do Trás-os-Montes e Alto Douro e do TAGIS, Centro de Conservação de Borboletas de Portugal. Para além do seu formato prático, muito útil para a utilização no campo, o Caderno de Campo está profusamente ilustrado com imagens dos exemplares de borboletas, que facilitam a identificação das espécies.

Pensado para todos os públicos, cada espécie apresenta ainda uma descrição simples das principais caraterísticas anatómicas e morfológicas identificativas, o seu estatuto de conservação, as zonas do município onde podem ser mais facilmente observadas, bem como a fenologia de cada espécie, onde se pode identificar os melhores momentos do ano para observar as espécies em voo.

Contando com a colaboração de inúmeros fotógrafos de natureza (que cederam gentilmente algumas das belas imagens do caderno), de Ernestino Maravalhas, um estudioso que tem dedicado uma parte significativa do seu tempo à investigação das borboletas, dos investigadores André Brito, Darinka Gonzalez, Joaquim Beteriano e Paula Oliveira, da UTAD, pelo acesso às coleções de borboletas, este primeiro volume procura contribuir para um maior conhecimento desta riqueza patrimonial do nosso território, bem como para o reconhecimento do papel fundamental das borboletas na equilíbrio e vigor dos ecossistemas e o seu papel na polinização, vital para a manutenção de inúmeras espécies da flora.

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