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Brindemos ao Douro

[caption id="attachment_2608" align="alignleft" width="300"] Por Ricardo Magalhães, Vice-Presidente da CCDR-N[/caption] Nos últimos dias tivemos oportunidade de apreciar um conjunto de candidaturas ao Prémio Arquitetura do Douro, um concurso lançado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), em parceria com a Seção Regional do Norte da Ordem dos Arquitetos, a Direção Regional de Cultura do Norte e a Entidade Regional de Turismo Porto e Norte. Sem dar por ela acabamos à conversa sobre a existência de projetos de qualidade tão esquecida na região. Recordamos o assinalável património edificado, que não sendo classificado é automaticamente esquecido, pese embora a sua relevância histórica. A qualidade advém da criatividade e competência dos seus promotores. A ousadia inovadora colocada em cada intervenção e o conhecimento inovador são, muitas vezes, a chave-mestra de um processo de qualificação amplo. No Douro Património Mundial, quantas vezes a arquitetura e a construção civil convivem paredes meias no tempo e no espaço. São vários os exemplos de boas práticas da arquitetura. São evidentes. E seremos modestos se dissermos que haverá apenas meia dúzia de casos paradigmáticos. O concurso prova o contrário. A qualidade das 20 intervenções candidatas só na edição de 2016/2017 do Prémio Arquitetura do Douro – um concurso que já vai na sua quinta edição – permite-nos confirmar que vai crescendo o nível de qualidade com incidência no território. Mas outros exemplos de qualificação poderíamos referir. Estamos a pensar em várias unidades de Turismo no Espaço Rural construídas ou remodeladas após a classificação da UNESCO a coberto do título de Património Mundial. Na verdade há uma aposta que deriva, em primeira mão, dos proprietários das obras, mas também de arquitetos que assinam as intervenções. Eles sabem tirar partido dos atributos da paisagem vinhateira e buscam o enquadramento desse edificado nos socalcos e no rio Douro, atributos naturais distintivos da paisagem duriense. Acresce que a excelência da arquitetura se estende a outros domínios. Temos presente as adegas, vários equipamentos sociais como piscinas, espaços museológicos, centros ocupacionais e espaços culturais que, já hoje, marcam a região. O Prémio Arquitetura do Douro serve-nos de mote para refletir sobre a qualidade de ativos do território classificado. Quanto melhor conheço o que aí se produz, seja ao nível da viticultura, do turismo, da produção de conhecimento, da inovação gerada em torno das políticas públicas ou da promoção do património natural e cultural, maior regozijo e satisfação tenho em reconhecer que sou filho do Douro… Um sentimento de pertença que justifica o convite expresso que reiteradamente fazemos: brindemos ao Douro…!

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