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A aposta no equilíbrio da balança agroalimentar

Por António Fontainhas Fernandes, reitor da UTAD Portugal tem mostrado bons resultados no domínio da agricultura, quer em termos de execução de fundos comunitários, quer em termos de impacto na economia. Em 2014 atingiu, em termos de valor, 82% de autossuficiência alimentar, resultado que sugere boas perspetivas para alcançar a meta de equilíbrio alimentar em 2020. Com efeito, é conhecido o aumento das exportações e a diminuição das importações neste sector, indicadores de que há maior produção e mais recursos humanos a trabalhar, a inovar e a acrescentar valor. Mas sugere, também, que podemos ser um país competitivo numa economia cada vez mais global e aberta. Esta mudança deve-se ao surgimento de uma nova classe empreendedora jovem, com competências e formação de dimensão internacional, que aposta na qualidade, na diferenciação e em conhecidas práticas de sustentabilidade ambiental. De igual modo, é conhecido o papel da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) neste sector, demonstrado pelos empresários formados nesta instituição e que têm vindo a dar provas no mercado nacional e internacional. É neste cenário que a UTAD tem vindo a apostar na sua matriz identitária - o setor primário - de forma articulada com outras áreas de competência e em sintonia com a estratégia de especialização inteligente perspetivada para o Norte. Esta aposta exige uma forte articulação entre educação, investigação e inovação, visando promover o crescimento económico e a competitividade do sector, uma estratégia em que deve assentar também o Futuro de qualquer região, o Norte em particular. As exigências da atualidade, mais do que nunca, exigem novos caminhos para o setor, mudança que implica um forte contributo do conhecimento e das Universidades. O consórcio UNorte.pt, que reúne as três Universidades da região, tem vindo a trabalhar de forma articulada e empenhada neste sentido. Colocar o conhecimento e a inovação no topo das prioridades coletivas, é uma ambição para o país, que requer sinergias de esforços, envolvendo empresas, universidades, poderes públicos e a sociedade em geral. Neste sentido, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro pretende ser, cada vez mais, um agente proactivo e dinamizador do desenvolvimento e do progresso da Região e do País.  

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